Deadgirl

Já tinha um bom tempo que estava curiosa sobre esse filme, até porque li várias resenhas extremamente favoráveis. Aquela coisa de “não é só um filme de terror” e blablabla. Bom, talvez Deadgirl fosse um filme bacana se fosse um filme de terror. Até porque qualquer tentativa de leitura alegórica do que é visto ali acaba esbarrando em questionamentos básicos – para não falar que eu ainda acho que a narrativa foi extremamente mal montada.

Mas ok, do começo. Deadgirl começa com dois amigos do barulho passando uma tarde batutinha em um hospício fazendo coisas que até… ok, sem narração de Sessão da Tarde. Enfim, os amigos estão lá no hospício e por acaso descobrem no subsolo uma garota algemada em uma cama. E bem, ela é a garota que dá título ao filme, portanto você conclui antes dos amigos que apesar de respirar e se mexer, ela está morta. Um deles volta para casa, o outro decide que seria uma boa ideia transformar a zumbizinha em uma escrava sexual. [Leia mais...]

Colin

Já tem algum tempo que quero assistir Colin, filme inglês de zumbis, mas ficava adiando porque queria… cofcof… hum… gasp… ééé… porque eu queria ver com legenda. O que é meio idiota, se você for pensar que é um filme contado sob o ponto de vista do zumbi que dá título à história. Se o zumbi é o protagonista, é meio certeza que não veremos muuuuuuitos diálogos, ou pelo menos nenhum tão denso que um aluno de inglês basicão já não conseguisse captar. Mas ok, a preguiça é meu pecado preferido, então tá, vamos ao Colin.

É importante saber de início que a produção é famosa por ter custado algo em torno de 40 libras. Por 40 libras, você não vai esperar um Avatar, certo? E como toda produção-famosa-por-gastar-pouco-dinheiro, Colin conta com aquela irritante câmera no estilo documentário que irrita inicialmente, mas depois de algumas cenas se mostra razoável para o desenvolvimento da tensão (como por exemplo o zumbi na cozinha do protagonista, que você acaba vendo por um reflexo na torneira). [Leia mais...]

Pontypool

Um dos pontos fortes em filmes de zumbis – pelo menos os mais conhecidos – é o desenvolvimento da sensação de claustrofobia que as personagens em dado momento passam a ter. Seja porque estão há muito tempo escondidos em um lugar, seja porque têm noção que não podem sair e sequer têm ideia de quando poderão, dependendo do diretor até uma situação dos sonhos pode virar um pesadelo (pense no shopping de Dawn of the Dead, por exemplo).

E é justamente esse o aspecto mais positivo de Pontypool, filme de horror canadense que saiu lá fora no ano passado e ainda não tem previsão de estreia aqui no Brasil. Todos os elementos estão lá: é um inverno deprimente, em uma cidadezinha no meio do nada no Canadá (o que por si só já poderia criar a atmosfera claustrofóbica). Somos apresentados ao trio que cuida da transmissão matutina de uma rádio local: Grant Mazzy (o locutor), Sidney Briar (diretora do programa) e Laurel-Ann (auxiliar). É uma manhã comum, com Mazzy batendo boca com Briar por não poder falar o que quer, até que…

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Le notti del terrore

Ok, continuo lá na minha peregrinação na trilha dos filmes de zumbi. A bola da vez é Le notti del terrore. Peço desculpas pelo estrangeirismo, mas se tem uma coisa que descobri depois de assistir ‘n’ títulos de mortos-vivos é que… bem, cada filme pode ter ‘n’ títulos. Ironicamente esse não tem um em português, mas tem por exemplo três nomes diferentes em inglês. Poisé. Por isso que daqui para frente vou me referir aos filmes apenas usando o nome original, blé.

Mas vamos à história. Hum… ok, não tem história. Manja aquela coisa de “pornô com historinha”? Então, acho que Le notti del terrori inova e chega com o “terror com historinha”. Um professor descobre sabe-se lá o que e faz com que os mortos voltem como zumbis. E aí os hóspedes desse professor (aloprado, cof cof) serão aterrorizados pelos zumbis. Ponto. É isso. [Leia mais...]

Non si deve profanare il sonno dei morti

Então, é uma produção franco-espanhola de 1974 dirigida por Jorge Grau que conta com dois diferentes títulos aqui no Brasil, “Zumbi 3″ e “A Revanche dos Mortos Vivos II”. Nos Estados Unidos o filme ficou conhecido como “Don’t Open the Window” (lembram do trailer falso em Grindhouse chamado Don’t? Então, é meio que piadinha com o título americano) e também “Let Sleeping Corpses Lie”. Ou seja, é um monte de nome e é bem provável que você já tenha assistido, só não está ligando o título à história.

Para situá-lo, vamos ao enredo: duas pessoas estão viajando no interior da Inglaterra, quando chegam em uma pequena cidadezinha que está servindo como campo de teste de um pesticida radioativo. O tal do pesticida não só deixa todos os bebês da região mais agressivos, como também faz com que os mortos voltem à vida e bem, essas duas pessoas têm o azar de estar no lugar errado na hora errada e são acusados dos crimes cometidos pelos zumbis. [Leia mais...]

A Noite do Terror Cego

E então quando chegamos nas cntp (frio e comecinho de noite) fomos conferir um filme de terror espanhol de 1971, chamado La noche del terror ciego. Aliás, só para registrar, o título em português é de Portugal. Não consegui achar qualquer informação sobre o lançamento do filme no Brasil, que dirá qual seria o título “oficial” aqui. Mas deixemos isso de lado e vamos à história, sim?

Dirigido e escrito por Amando de Ossorio, o longa começa com uma viagem de um casal mais uma amiga para o interior. Por uma razão até meio estapafúrdia, uma das mulheres resolve saltar fora do trem quando está próxima de ruínas medievais, que depois sabemos ser habitadas por cavaleiros templários mortos vivos ((O diretor faz questão de apontar que seus cavaleiros templários não são zumbis, uma vez que eles são inteligentes e yadda yadda yadda. Para mim são zumbis, blé.))

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Dead Snow (Død Snø)

Eu não lembro bem quem foi que indicou há uns tempos o filme Dead Snow (chuto que foi o Skywalker), só lembro que fiquei naquela de “Quero ver”, mas acabei não conferindo. Aí ontem à noite estávamos aqui em casa escolhendo o que veríamos, sondando as sinopses e tudo o mais, quando vejo lá o Død Snø, que no IMDb tem lá Grupo sai de férias yadda yadda yadda NAZI ZOMBIES. Uouuuuuuuu! Fiquei com vontade de assistir na hora. E lá fui eu.

O filme começa com uma cena MUITO boa, com uma garota correndo na neve. Toca como trilha No Hall do Rei da Montanha (um dos trechos mais conhecidos de Peer Gynt), o que conquistou meu coraçãozinho na hora. Pensa só, um filme com NAZI ZOMBIES e que abre dessa forma TEM que ser um dos melhores filmes de zumbi de todos os tempos. Poisé. Mas não é.

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[REC]

Três semanas atrás tive uma experiência aterrorizante. Finalmente vi [REC], uma produção espanhola de terror dos diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza. Ainda não me recuperei. Desde então não consigo mais dormir com a luz apagada quando estou sozinha no quarto, porque o medo do escuro ficou ainda mais forte (não mais do que já fora, isso é verdade).

Este texto contém spoilers, recomendo a leitura após ter visto o filme.

Uma produção simples, barata bem dirigida. A prova real de que saber contar uma história é suficiente para se fazer um bom filme. Por mais que seja tão batida, como é o caso das histórias de zumbis. O filme não assusta pela quantidade de sangue ou por efeitos especiais miraculosos. O filme assusta pela maneira como a história é contada.

A idéia do filme é fazer cinema-verdade, de mentirinha, como em A Bruxa de Blair. A câmera do filme é “a mesma” do cinegrafista do programa “Enquanto você dorme”, Pablo, que junto com a apresentadora do programa, Angela Vidal, vão para o corpo de bombeiros para mostrar a rotina desses trabalhadores durante a noite. O cinegrafista não aparece em nenhum momento do filme, apenas sua voz.

Para a narrativa parecer ainda mais crível diante dos olhos dos espectadores, o filme não tem trilha sonora, inicia sem mostrar créditos, direto com Angela fazendo a chamada do programa. E ela erra muitas vezes, para que o público acredite mesmo na veracidade da ‘fita’.

E a surpresa com o tédio é decepcionante, que a apresentadora chega a torcer por uma tragédia. Finalmente o alarme, pelo menos o programa não seria um fracasso. Um prédio comum. Os bombeiros chegam junto com a diminuta equipe de TV para atender o chamado dos moradores que ouviram gritos do apartamento de uma senhora (a velha dos gatos!).

É interessante perceber a presença de elementos clássicos de filmes de zumbis, a película é dividida em três atos: a apresentação, a infecção e a sobrevivência (tentativa). Chegando ao prédio os moradores estão quase todos no térreo ansiosos. Uma viatura com dois policiais já estava lá.

Elementos surpresas aparecem a todo o momento. Tanto para nós, que estamos assistindo, quanto para os atores. Eles não receberam o roteiro inteiro para ler, a filmagem foi realizada em ordem cronológica dos acontecimentos, assim como nos é apresentada. Os atores recebiam apenas uma sinopse da cena que iriam filmar, e não sabiam o que aconteceria depois. E na cena em que um corpo cai lá do alto eles ficaram tão surpresos quanto o público, eles não sabiam que aquilo iria ocorrer.

Existe uma tensão criada pela atmosfera claustrofóbica – ninguém entra e ninguém sai do prédio, estão cercados por todos os lados pela polícia, em uma espécie de quarentena – e pela ignorância em relação ao que exatamente está acontecendo – assim como os personagens, nós não temos idéia do que levou a infecção.

Tudo o que vemos no filme é captado pela câmera do cinegrafista de “Enquanto você dorme”. E é muito interessante ver a câmera chacoalhando, ficando sem som, batendo nas coisas. Iluminando locais escuros. O filme nos dá muitos sustos e cumpre seu propósito como filme de terror. E o final é surpreendente e assustador. Eu fique bastante impressionada. E quem avisa amigo é: cuidado com a Menina Medeiros!

No You Tube tem o trailer do filme, a reação do público nos cinemas e uma brincadeirinha que fizeram sobre o desaparecimento de Angela Vidal e Pablo.

“Pablo, graba lo todo. Por tu puta madre.”